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Senado aprova piso dos professores de R$ 5.130,63 para 2026

Resumo

O Senado Federal aprovou o reajuste do piso salarial nacional dos professores da educação básica.

Com a decisão, o valor passa para R$ 5.130,63 em 2026.

O texto ainda precisa passar pela sanção presidencial para virar lei em definitivo.

A aprovação representa uma mudança importante para o magistério público, especialmente para professores das redes estaduais e municipais de ensino.

Novo piso dos professores terá reajuste de 5,4%

O novo valor aprovado pelo Senado representa um aumento de 5,4% em relação ao piso anterior.

Antes da mudança, o piso nacional dos professores era de R$ 4.867,77.

Com o reajuste, o valor sobe para R$ 5.130,63.

A medida vale para profissionais da educação básica pública e segue agora para análise final do presidente da República.

Texto segue para sanção presidencial

Apesar da aprovação no Senado, a proposta ainda não concluiu todas as etapas.

Como o texto foi alterado durante a tramitação no Congresso, a medida provisória foi convertida no Projeto de Lei de Conversão 4/2026.

Agora, o projeto segue para sanção presidencial.

Somente após essa etapa o reajuste será confirmado de forma definitiva.

Regra de cálculo também foi modificada

Além de definir o novo valor do piso, a proposta altera a forma de cálculo dos reajustes anuais.

Pela nova regra, a correção será feita com base na soma de dois fatores:

  • Índice Nacional de Preços ao Consumidor;
  • 50% da média de crescimento real das receitas do Fundeb nos cinco anos anteriores.

Na prática, essa mudança busca dar mais previsibilidade ao reajuste e evitar correções muito baixas.

Reajuste seria menor pela fórmula antiga

Segundo informações do Senado, se a regra anterior fosse mantida, o reajuste do piso seria de apenas 0,37%.

Com o novo modelo, o percentual chega a 5,4%.

A diferença foi apresentada como uma forma de garantir ganho real aos professores, acima da inflação.

Fundeb tem papel central no novo cálculo

O Fundeb é o principal fundo de financiamento da educação básica pública no Brasil.

Ele ajuda estados e municípios a custear despesas da educação, incluindo parte importante da folha salarial dos profissionais do magistério.

Por isso, o crescimento das receitas do fundo passa a ter influência direta na definição do piso nacional.

Relatora defendeu segurança para professores e gestores

A proposta teve como relatora a senadora Professora Dorinha Seabra.

Ela incluiu no texto o valor nominal de R$ 5.130,63 para evitar dúvidas jurídicas sobre a aplicação da nova regra já em 2026.

A parlamentar afirmou que a medida busca dar segurança tanto aos professores quanto aos gestores públicos.

Segundo ela, a valorização dos profissionais é essencial para garantir uma educação de qualidade.

Impacto pode chegar a R$ 6,4 bilhões

A aplicação do novo piso pode gerar impacto estimado de R$ 6,4 bilhões nas contas públicas em 2026.

Esse cálculo considera a hipótese de adesão por todos os estados e municípios.

O texto também estabelece limites para os próximos reajustes.

A correção futura não poderá ser menor que o INPC nem maior que a variação nominal das receitas do Fundeb entre os dois anos anteriores.

O que muda para os professores

A principal mudança é o aumento do valor mínimo nacional pago aos professores da educação básica pública.

Com isso, redes de ensino que pagam abaixo do novo piso terão de se adequar, caso o texto seja sancionado.

A medida também cria uma fórmula mais clara para os reajustes dos próximos anos.

Isso pode facilitar o planejamento financeiro de estados, municípios e profissionais da educação.

O que ainda falta acontecer

Mesmo com a aprovação no Senado, o processo ainda não terminou.

A proposta precisa ser sancionada pelo presidente.

Depois disso, o novo piso passa a valer conforme as regras definidas no texto final.

Caso haja vetos, o Congresso ainda poderá analisá-los posteriormente.

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