
Um casarão centenário na Avenida Imperador, no Centro de Fortaleza, pode ganhar uma nova função: acolher moradores de Icapuí que precisem permanecer na capital para tratamento de saúde. A proposta também prevê a possibilidade de receber estudantes do município em viagens para cursos, vestibulares e outras atividades acadêmicas.
O imóvel, localizado no número 1.313, pertence à União e foi cedido ao Município de Icapuí. A transformação em casa de apoio, porém, ainda depende de recursos para a recuperação e adaptação do prédio. A prefeitura iniciou o levantamento dos custos, mas não há previsão confirmada para o começo da reforma.
Ao longo de sua história, o casarão foi residência da família do empresário Joaquim Markan Ferreira Gomes. Em 1956, o imóvel foi adquirido pelo Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), que instalou atividades ligadas à piscicultura no local.
O prédio tem tombamento provisório municipal desde 2012 e apresenta danos que exigem atenção. Para reunir informações sobre sua história e seu estado de conservação, as arquitetas Marianne Albuquerque, Rebeka Ayres e Beatriz Santos elaboraram um dossiê com registros fotográficos, levantamento arquitetônico e diagnóstico dos problemas encontrados.
O documento foi apresentado em outubro ao Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico-Cultural de Fortaleza. Ele poderá orientar futuras intervenções e contribuir para a análise do tombamento definitivo, que ainda depende das etapas conduzidas pelos órgãos responsáveis.
A recuperação busca conciliar a preservação dos elementos históricos do imóvel com as necessidades de uma possível casa de apoio. A definição dos espaços e das adaptações dependerá do planejamento da obra e das condições técnicas identificadas no prédio.
